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Foi o magnifico Concerto pela Paz que decorreu no Teatro Rivoli, no Porto, na tarde do passado dia 5 de Janeiro, organizado pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação, com o apoio da Câmara Municipal do Porto, do Teatro Rivoli e das várias organizações e artistas que solidariamente aceitaram participar, em defesa da Paz, dizendo não às agressões e violências que põem em causa o direito dos povos à felicidade e à Paz.

Cerca de 700 pessoas ouviram a música da Orquestra Juvenil de Bonjóia, o Bando dos Gambozinos, o Balleteatro, o quarteto de saxofones da Academia de Música de Costa Cabral e o quarteto “Room 204” da Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto. A apresentação incluindo a apresentação de poesia foi de Clara Godin e João Tarrafa.

 

Durante a intervenção do CPPC ( ver anexo) que esteve a cargo de Ilda Figueiredo, centenas de pessoas presentes no Concerto pela Paz ergueram as suas vozes em uníssono a proclamar " PAZ Sim! Guerra Não!" demonstrando deste modo a sua vontade de continuar nesta defesa da paz através da cultura da paz

Antes de Concerto, no átrio do Rivoli, foi inaugurada uma exposição de desenhos e pinturas sobre a paz, de alunos de escolas do Porto.

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Intervenção de Ilda Figueiredo, presidente da direcção nacional do CPPC, no Concerto pela Paz do Porto

Minhas senhoras e meus senhores, estimadas amigas e amigos da Paz,
Em nome da Direcção do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) saúdo todas as pessoas presentes neste magnífico Concerto pela Paz, no Teatro Municipal Rivoli, só possível com o empenhamento de muitos artistas e grupos que aqui intervêem e para quem vai o nosso caloroso agradecimento.

Agradecimento que é também extensivo à Câmara Municipal do Porto, com quem o CPPC tem um protocolo de colaboração, à direção do Teatro Municipal Rivoli e aos seus técnicos que, em conjunto connosco e com Guilhermino Monteiro, montaram este espectáculo que esperamos vos agrade a todos.

Certamente também já viram a exposição, no átrio do Rivoli, dos belos trabalhos sobre a Paz de alunos de escolas do Porto, a quem muito agradecemos, incluindo alunos professores e direcções das escolas. É uma colaboração que esperamos continuar com o desenvolvimento de ações de educação e de cultura da Paz, no Porto e por todo o país.

Este Concerto pela Paz realiza-se num contexto particularmente complexo no plano internacional, com graves conflitos e ameaças à Paz, com milhares de milhões de euros usados para a guerra provocando o sofrimento de povos, a morte, a destruição de bens e países, o drama dos refugiados, vítimas das políticas injustas e agressivas, o que exige de todos os amantes da paz uma redobrada atenção e empenhamento na defesa da justiça, da liberdade, da democracia e da Paz de acordo com os valores de Abril, não esquecendo que este ano comemoramos os 45 anos do 25 de Abril de 1974, marco fundamental da história recente portuguesa, que pôs fim a 13 anos de guerra colonial e a 48 anos de fascismo e que não queremos que volte mais, aqui, na Europa, no Brasil ou em qualquer outro país do mundo.

Como se refere no “Apelo à defesa da Paz”, aprovado no Encontro pela paz que realizámos no passado dia 20 de Outubro, em Loures, com a participação de cerca de 50 organizações e entidades diversas e mais de 700 pessoas, entre as quais várias das aqui presentes, a paz é um direito fundamental da humanidade sem a qual nenhum outro estará garantido.

Continuaremos a contribuir para o reforço do movimento da Paz em Portugal, a lutar contra a guerra e o militarismo, a desenvolver acções de solidariedade e cooperação com os povos de todo o mundo, a promover a a educação para a paz e a cultura da paz, o que também depende da participação e empenhamento de todos os aderentes e amigos desta nobre causa da Paz.

A nossa convicção é que, com a vossa participação empenhada neste Concerto, podemos afirmar, a muitas vozes, a nossa indignação face às guerras de agressão e expressar, a muitas vozes também, a nossa solidariedade com os povos vítimas do colonialismo, de actos de ingerência externa e de conflitos armados, de injustiças e desigualdades sociais, da opressão, do desrespeito da sua soberania e independência nacionais. E dizermos todos PAZ Sim! Guerra Não!

Em vez de conflitos armados, guerras, ingerências, novos colonialismos e corrida aos armamentos, reafirmamos aqui o nosso compromisso com a Paz, o progresso e a justiça social, tendo por base o artigo 7º da Constituição da República Portuguesa e a Carta da Nações Unidas, incluindo a Declaração Universal dos Direitos Humanos de que assinalámos recentemente os 70 anos. Continuaremos na exigência do fim das armas de destruição massiva, incluindo as armas nucleares, a pugnar pela assinatura e ratificação por Portugal do Tratado de Proibição de Armas Nucleares, na defesa do fim da corrida aos armamentos e da militarização das relações internacionais, a exigência da dissolução dos blocos político-militares, a promoção dos valores de Abril também na política externa portuguesa. Queremos uma ordem internacional capaz de assegurar a justiça nas relações entre os povos, na defesa da emancipação e progresso da humanidade, com paz e progresso social. Queremos que as pessoas sejam felizes.

Bom Ano de 2019. Pela paz, todos não somos demais.
Viva a Paz!