solidariedade com cuba viva o 60 aniversario da revolucao cubana 1 20190103 1580401517

A 1 de Janeiro de 1959, o Exército Rebelde, apoiado na grande massa do povo cubano entrava em Havana pondo fim à tirania corrupta de Fulgêncio Baptista e seus sequazes, governantes de Cuba por procuração de interesses dos Estados Unidos da América. Ficavam para trás seis anos de luta revolucionária durante a qual um colectivo de homens e mulheres constituído por Camilo Cienfuegos, Celia Sánchez, Che Guevara, Fidel Castro, Frank País, Haydée Santamaría, José Echeverría, Juan Almeida, Melba Hernández, Raúl Castro, Vilma Espín e muitos outros, ousou e soube materializar as seculares aspirações do povo cubano à autodeterminação, independência e justiça.

 

Com a tomada do poder, o governo revolucionário procedeu de imediato ao desmantelamento do sistema político e económico neocolonial e adoptou medidas em prol das camadas populares. A estrutura política e repressiva da oligarquia foi desfeita e o povo viu, finalmente, assegurado o exercício pleno dos seus direitos de cidadania. Criou-se condições para a participação ampla e organizada das massas populares na defesa da Revolução. Os monopólios nos serviços públicos foram intervencionados e eliminou-se os latifúndios nacionalizando as propriedades com mais de 420 hectares e entregando a exploração da terra a dezenas de milhares de camponeses e rendeiros. As praias e outros bens públicos deixaram de ser privados e ficaram à disposição de todos os cubanos, etc.

Perante a perda das bases em que assentava o seu domínio neocolonial, os interesses norte-americanos afectados reagiram com violência. Os actos de ingerência e agressão começaram logo em Fevereiro de 1959, revestindo a forma de campanhas de imprensa hostis e ações de desestabilização da economia e finanças de Cuba; passando, mais tarde, pelo apoio a bandos de contrarrevolucionários armados e tentativas de assassinato de dirigentes cubanos; até culminarem no bloqueio ilegal que ainda hoje subsiste.
Contra tudo isso, a par das consequências do desaparecimento do campo socialista, Cuba ergueu-se e venceu. O processo iniciado pelo poder revolucionário em 1959 prosseguiu e desenvolveu-se nas décadas seguintes, sempre com o mesmo desígnio: a melhoria das condições materiais e imateriais do povo e a defesa da soberania e independência do estado cubano, sem esquecer a solidariedade internacionalista.

Faz hoje sessenta anos que se mantêm vivas a capacidade de resistência do povo cubano, a inteligência, talento e ética da direção revolucionária, a justeza da luta travada pela salvaguarda da independência e soberania, a solidariedade inabalável com os povos em situação de necessidade. Apesar do criminoso bloqueio norte-americano e de todas as dificuldades que tem enfrentado, Cuba é hoje um país de onde o analfabetismo foi há muito erradicado, que tem sistemas de educação, saúde e desporto dos mais desenvolvidos do mundo e uma arte e cultura pujantes.

Hoje, como ontem, a Revolução Cubana continua a ser um exemplo inspirador e fonte de esperança não só para os povos da América Latina mas também para todos aqueles que aspiram à paz, progresso social e justiça. Nesta data, que esse acontecimento maior tornou memorável e que coincide também com o início de um novo ano, o Conselho Português para a Paz e Cooperação saúda o povo e o governo cubanos pelos sessenta anos da sua Revolução e deseja-lhes as maiores venturas e sucessos na sua luta. Cuba vencerá!

1 de Janeiro de 2019
A Direção Nacional