Manifestações populares do 1º de Maio - Porto
O Conselho Português para a Paz e Cooperação participou, no Porto, na manifestação convocada pela CGTP-IN para comemorar o Dia do Trabalhador.

O Conselho Português para a Paz e Cooperação participou, no Porto, na manifestação convocada pela CGTP-IN para comemorar o Dia do Trabalhador.

«Não há nada mais precioso do que a liberdade e a independência»
Ho Chi Minh
Há 40 anos, a 30 de Abril de 1975, o exército de libertação nacional do Vietname liberta Saigão culminando a vitória do povo vietnamita sobre o agressor norte-americano e o seu regime fantoche do Sul do Vietname, depois de duas décadas de ocupação e guerra que provocaram a morte a mais de 2 milhões de vietnamitas, o sofrimento do povo vietnamita e a destruição deste país.
Durante a ocupação e agressão ao povo vietnamita as forças norte-americanas cometeram inúmeros e cruéis crimes, tendo recorrido à utilização, em grande escala de bombardeamentos sobre as populações, incluindo com a utilização intensiva de armas químicas, como o “agente laranja” – produto altamente tóxico responsável por inúmeros problemas de saúde e contaminação ambiental graves que ainda hoje se fazem sentir –, e de armas incendiárias, como o napalm.
O Conselho Português para a Paz e Cooperação, recordando o forte e interventivo movimento de solidariedade para com a luta do povo vietnamita que teve lugar em Portugal e no mundo, celebra os 40 anos da libertação do Vietname e a corajosa e heróica luta do seu povo que derrotou os Estados Unidos – adversário militarmente mais poderoso –, representando um exemplo e um forte estimulo para o avanço das lutas de libertação nacional em todo o mundo.

foto: Tomada do Palácio Presidencial em Saigão - 30 de Abril de 1975

O CPPC participará e apela à participação de todos nas manifestações comemorativas do 1º Maio, convocadas pela CGTP-IN. Para os amigos que queiram participar com o CPPC, os pontos de encontro serão:
Coimbra
Praça da República frente ao Sindicato dos Professores, às 14h30.
Lisboa
Martim Moniz junto ao Centro Comercial da Mouraria, às 14h30.
Porto
Avenida da Liberdade, em frente ao Café Guarany, pelas 15h00.
O Secretário-geral da Organização da Aliança do Atlântico Norte (NATO), esteve em Portugal, onde – num momento em que continuam a ser impostos cortes aos rendimentos e sacrifícios à esmagadora maioria do povo português –, afirmou ser necessário aumentar os gastos militares dos países da NATO, designadamente de Portugal. Recorde-se que os orçamentos militares do conjunto dos países da NATO representam cerca de 70% dos gastos mundiais em armamento e despesas militares.
Na visita ao nosso País o Secretário-geral da NATO elogiou o envolvimento do nosso país nos planos agressivos desta organização belicista, de que são exemplo a actual presença de F-16 da força aérea portuguesa e a anunciada participação de 600 militares (a partir de 2016) nas denominadas forças de reacção rápida da NATO junto às fronteiras da Federação Russa; ou ainda o papel que Portugal assumirá nos maiores exercício militares da NATO das últimas décadas cuja realização está anunciada para o final deste ano em Espanha, Itália e Portugal.
Reafirmando que a NATO é a principal ameaça à Paz mundial, o CPPC – em consonância com os princípios da Constituição da República Portuguesa – sublinha a necessidade da dissolução deste bloco político-militar e repudia o envolvimento de Portugal nas suas operações de ingerência, nas suas manobras de aumento da tensão internacional e guerras de agressão.
