abolicao das armas nucleares hiroxima e nagasaqui nunca mais 1 20180801 1410212925

Na sequência das actividades decididas na reunião das organizações membro do Conselho Mundial da Paz da região Europa, realizada em Londres a 26 de Maio, e da posterior consulta dessas organizações divulgamos o texto “Abolir as Armas Nucleares – Hiroxima e Nagasáqui Nunca Mais!”, para assinalar os 73 anos dos bombardeamentos dos EUA contra estas duas cidades japonesas.

Abolição das Armas Nucleares
Hiroxima e Nagasáqui Nunca Mais!

Os dias 6 e 9 de Agosto de 1945, são datas que os amantes da paz de todo o mundo assinalam, para manter viva a memória do terrível crime em que consistiu o lançamento, pelos EUA, de bombas atómicas contra as cidade japonesas de Hiroxima e Nagasáqui, e para concluir, desta tragédia que causou milhares de mortos e sofrimento que continua ainda hoje, a necessidade de continuar e fortalecer a luta contra o militarismo e a guerra, pela paz e o desarmamento, nomeadamente o desarmamento nuclear.

A abolição das armas nucleares é hoje mais urgente do que nunca, se queremos evitar uma nova catástrofe humana como a sofrida pelo povo japonês, há 73 anos, ou uma de maiores proporções.

O arsenal global é superior a 13000 ogivas nucleares – 1800 das quais se encontram em alerta elevado – e novos desenvolvimentos em tecnologia e em vectores de transporte de estão a impulsionar a proliferação nuclear.

Actualmente, com as armas existentes, uma nova guerra de grandes dimensões significaria a destruição da humanidade como a conhecemos.

Recordamos o Apelo de Estocolmo, uma grande iniciativa histórica do Conselho Mundial da Paz, assinado por centenas de milhões de pessoas preocupadas em rejeição da utilização e da existência de armas nucleares.

O Tratado de Proibição de Armas Nucleares, adoptado a 7 de Julho de 2017, é um marco no caminho da total eliminação deste armamento, um objectivo há muito almejado pelos Hibakushas e pelos povos do mundo.

Todos os Estados devem, sem demora, assinar o Tratado de Proibição de Armas Nucleares. Os Estados detentores de armas nucleares não assinaram este tratado. Em vista da gravidade e da ameaça representadas pelos EUA manterem, na sua doutrina militar, o direito à utilização de armas nucleares, num primeiro ataque, inclusive contra “agentes” não nucleares, e tendo em conta os conflitos armados gerados pelos EUA e outras potencias imperialistas ocidentais, do quadro da NATO e da UE, a sobrevivência de toda a humanidade está em risco.

Os povos do mundo tem de aprofundar o esclarecimento da opinião pública para que exerça pressão no sentido do abandono da política de “dissuasão nuclear” e para a promoção do desarmamento universal, simultâneo e controlado.

A sobrevivência da humanidade depende de um mundo livre de todas as armas nucleares. Nós apelamos ao:

-Fim das guerras imperialistas de agressão aos povos e pelo respeito da soberania e da integridade territorial dos Estados;

-Respeito pelos princípios da Carta das Nações Unidas e da Acta Final da Conferência de Helsínquia por todos os Estados, colocando um fim à ameaça e ao uso da força nas relações internacionais, e o compromisso com a resolução pacífica dos diferendos internacionais;

-Compromisso de todos os Estados com a total proibição dos testes nucleares e ao desenvolvimento de novas armas nucleares, incluindo a interdição da militarização do espaço;

-Fim da ameaça de utilização de armas nucleares por todos os Estados detentores;

-Compromisso global para banir todas as armas nucleares e outras armas de destruição em massa;

-Assinatura e ratificação do Tratado de Proibição de Armas Nucleares por todos os Estados;

-Adopção das medidas necessárias para garantir a paz mundial, a segurança, a desmilitarização das relações internacionais e o desarmamento geral e controlado.