nao a anexacao fim aos crimes de israel 1 20200708 1905774161
 
A Praça do Martim Moniz, em Lisboa, acolheu no dia 6 de Julho uma acção de solidariedade com o povo da Palestina, confrontado com a intenção do Estado de Israel de anexar 30% do território da Cisjordânia. Promovida pelo CPPC, o MPPM e a CGTP-IN, a acção contou com a presença de mais de uma centena de pessoas, que cumpriram escrupulosamente as medidas de segurança sanitária impostas pelo surto de COVID-19, nomeadamente o distanciamento físico e o uso de máscaras. A solidariedade, essa, não ficou confinada.
Os participantes, entre os quais se encontravam membros da comunidade palestina residente em Lisboa, empunharam bandeiras das organizações promotoras e pancartas, onde se lia «Não à anexação! Fim aos crimes de Israel! Solidariedade com a Palestina». Algumas tinham os nomes e idades de jovens assassinados recentemente pela repressão das forças israelitas ocupantes: Zaid Qaisiya, de 17 anos; Mohammad Hamayel, de 15; Lyad Al-Halak, de 32.
Pelo palco passaram Beatriz Goulart, do CPPC, João Barreiros, da CGTP-IN, e Carlos Almeida, do MPPM, que reafirmaram denúncias e solidariedades. Lembraram, desde logo, que a presente ameaça de anexação é «apenas» mais um da longa lista de crimes perpetrados contra o povo palestino e que Gantz e Biden não são alternativas a Netanyahu e Trump. Só a resistência do povo palestino e a solidariedade internacional poderão travar os planos expansionistas do sionismo e garantir os direitos nacionais ao povo da Palestina, expressos pela vice-presidente do CPPC: criação do seu Estado independente, soberano e viável nas fronteiras anteriores a Junho de 1967, com Jerusalém Oriental como capital, a libertação dos presos palestinos em Israel e a salvaguarda do direito de regresso dos refugiados.
O actor Fernando Jorge Lopes leu dois poemas dos autores palestinos Fadwa Tuqan e Mahmud Darwich. As palavras deste último expressam como poucas a tenacidade dos palestinos: «Eu não odeio os homens! E não ataco ninguém, mas/ Se tiver fome/ Comerei a carne de quem violou os meus direitos/ Cuidado! Cuidado!/ Com a minha fome e a minha raiva.»