
Os passados meses de agosto e setembro marcam momentos que nos lembram o horror nuclear e nos convocam a todos para uma acção mais determinada em defesa da paz e do desarmamento – a 6 e 9 de agosto evocam-se os bombardeamentos nucleares norte-americanos sobre as cidades japonesas de Hiroxima e Nagasáqui, em 1945, e as suas dramáticas consequências, que ainda perduram; a 29 de agosto celebra-se o Dia Internacional contra os Testes Nucleares; a 21 de Setembro o Dia Internacional da Paz; e a 26 de Setembro o Dia Internacional para a Eliminação Total das Armas Nucleares.
A actual realidade mundial, porém, não podia estar mais longe dos valores em defesa da paz associados a estas evocações.
As despesas militares e a corrida armamentista não cessam de aumentar, impulsionadas pelos Estados Unidos da América, país que representa cerca de um terço do total das despesas militares ao nível mundial. Parte considerável dos gastos militares norte-americanos destinam-se precisamente à modernização do seu arsenal nuclear e a sua doutrina militar prevê a utilização de armamento nuclear num primeiro ataque, inclusive contra países que não disponham deste tipo de armamento.

O imediato reconhecimento do inalienável direito do povo sarauí à autodeterminação é uma exigência que urge ver cumprida e que reclama a solidariedade de todos quantos aspiram a um mundo de paz.
A violenta opressão exercida pelo Reino Marrocos sobre o povo sarauí, com décadas de ilegal ocupação de territórios do Saara Ocidental, associadas ao reiterado incumprimento das resoluções da ONU e de acordos, em particular do acordo de 1991 que prevê um referendo sobre a independência do Sara Ocidental, exige uma firme denuncia e condenação.
As sistemáticas, graves e persistentes violações dos direitos laborais e outros direitos sociais dos trabalhadores e do povo sarauí marcam a ocupação marroquina do Saara Ocidental. Uma situação cujas raízes radicam no estatuto final ainda não determinado deste território reconhecido pelas Nações Unidas como não-autónomo (desde 1966).

O Conselho Português para a Paz e Cooperação tem estado presente e solidário com a luta do povo brasileiro pela democracia e pelo progresso social das várias ações que têm sido realizadas no âmbito da campanha " Fora Bolsonaro".
Na ação realizada no dia 7 de Setembro, Ilda Figueiredo saudou, em nome do CPPC, o aniversário da independência do Brasil, recordando a revolução portuguesa do 25 de Abril e os princípios inscritos no artigo 7º da Constituição da República Portuguesa. Foi ainda manifestada a solidariedade do CPPC com todos os que lutam por um Brasil democrático e de progresso social.
Para o próximo dia 2 de Outubro está marcada uma nova ação "Fora Bolsonaro" a que o CPPC voltará a dizer presente!, reforçando a afirmação da sua solidariedade com o povo Brasileiro.