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  • Declaração da CELAC - Compromisso histórico com a Paz

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    O Conselho Português para a Paz e Cooperação saúda a declaração da América Latina e das Caraíbas como «zona de Paz», assumida pelos chefes de Estado dos países membros da CELAC (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) na II Cimeira desta organização, que se realizou nos dias 28 e 29 de Janeiro em Havana, Cuba.

    O CPPC valoriza particularmente o facto de, num momento em que um pouco por todo o Mundo, se verificam constantes ameaças à paz e à soberania de países e povos, em que a União Europeia e EUA militarizam cada vez mais as relações internacionais, e recorrem à agressão contra estados e povos para impor a sua influência e domínio, 33 chefes de Estado de uma região - que era, até há alguns anos, considerada o «pátio das traseiras» dos EUA - assumam o seu apego aos «princípios e normas do direito internacional», ao direito inalienável de cada estado escolher o seu sistema económico, político, social e cultural como condição essencial para assegurar a convivência pacífica entre as nações», à «solução pacífica das controvérsias na região e no Mundo» e à promoção do desarmamento nuclear como «objectivo prioritário» para manter a paz na região. Não menos relevante é o acordo unânime em não intervir nos assuntos internos de qualquer outro país e no peremptório repúdio do uso da força.

    Saudando os povos da América Latina e das Caraíbas por esta relevante conquista, o CPPC apela a que sustentem esta declaração e contribuam para a sua concretização e a que prossigam a sua luta pelo encerramento das várias bases estrangeiras existentes na região. O CPPC faz votos que o exemplo da CELAC inspire análogos esforços de cooperação fraterna que conduzam a que sejam assumidos e concretizados compromissos semelhantes em outras regiões do Mundo.

     

  • Declaração do Conselho Mundial da Paz

    O Conselho Mundial da Paz (CMP) expressa a sua condenação da decisão das autoridades turcas em ordenar a suspensão da atividade de centenas de organizações e movimentos sociais por um período de 3 meses sob o pretexto de ligações com “atos terroristas”. Entre as organizações suspensas está a Associação de Paz da Turquia (Bariş Derneği), que é um membro histórico do CMP e do seu Comité Executivo.

    Denunciamos o encerramento dos escritórios da Associação de Paz da Turquia (APT) em Istambul pelas forças policiais e expressamos a séria preocupação sobre os reais motivos e objetivos por detrás desta ação autoritária e anti-democrática.

    O CMP expressa a sua solidariedade com o povo da Turquia, com as forças amantes da Paz e com os nossos amigos da Associação de Paz da Turquia (Bariş Derneği) com quem partilhamos a luta pela paz na região. Exigimos o levantamento da suspensão de atividade da APT e das outras organizações.

    12 de Novembro de 2016

    O Secretariado do CMP

  • Divulgação da declaração final da Conferência Mundial 2017 contra as bombas A & H

     

    No dia em que se assinalam 72 anos do bombardeamento nuclear dos EUA contra Nagasáqui, a 9 de Agosto de 1945, divulgamos a declaração final da Conferência Mundial 2017 contra as bombas A & H, que decorreu na cidade de Hiroxima no Japão.

    Declaração

    No dia 7 de Julho deste ano, 72 anos após os bombardeamentos atómicos pelos EUA de Hiroshima e Nagasaki, foi finalmente aprovado um tratado para proibir as armas nucleares. Tendo trabalhado com os Hibakusha [os sobreviventes dos bombardeamentos] desde a Primeira Conferência Internacional contra as Bombas A e H em 1955 apelando para a prevenção da guerra nuclear, a eliminação das armas nucleares e a ajuda e solidariedade com os Hibakusha, saudamos calorosamente a aprovação do tratado como um acontecimento histórico e comprometemo-nos a avançar com determinação renovada para alcançar um "Mundo Livre de Armas Nucleares, Pacífico e Justo".