
Assinala-se, no dia 17 de Abril, o Dia Internacional de Solidariedade com os Presos Palestinianos, momento de reafirmação da solidariedade para com os presos políticos palestinianos encarcerados nas prisões de Israel e da exigência da sua imediata libertação.
Neste dia, o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) reafirma igualmente a sua veemente condenação da criminosa política genocida de Israel contra o povo palestiniano, monstruosa barbárie que já provocou centenas de milhar de mortos e feridos, particularmente muitas dezenas de milhar de crianças, cujo número aumenta todos os dias.
A hedionda escalada de violência israelita contra o povo palestiniano expressa-se também no aumento do número de presos políticos palestinianos nas masmorras de Israel, assim como nas mais cruéis atrocidades perpetradas sobre estes presos.
Vítimas de sistemáticos abusos e desrespeito, são inúmeros os relatos de tortura física, psicológica, abusos sexuais, violações exercidas sobre os presos políticos palestinianos nas prisões israelitas, ao mesmo tempo que lhes são negados os mais básicos direitos: à alimentação, a cuidados de saúde, à visita de familiares, a um julgamento.
Atualmente, são mais de 9000 os presos políticos palestinianos detidos nos cárceres israelitas, entre os quais cerca de 100 mulheres e 350 menores de idade.
Mais de 3500 presos políticos palestinianos estão sob “detenção administrativa”, isto é, sob uma detenção arbitrária, emitida pelos militares israelitas e aprovada pelos seus tribunais militares, sem acusação e julgamento e podendo ser renovada indefinidamente, durante anos.
Prosseguindo o genocídio, que não terminou, nem com o anúncio do cessar-fogo, nem com o denominado «plano de Paz» de Trump, e em completa revelia do direito internacional e do respeito pelos direitos humanos, o Knesset (Assembleia Legislativa israelita) aprovou, em Março, um infame projeto de lei que permite a aplicação da pena de morte contra palestinianos que legitimamente resistam à ocupação e colonização israelita.
O CPPC insta o Governo português a condenar as atrocidades e abusos perpetrados por Israel contra os presos políticos palestinianos detidos nas prisões israelitas, incluindo as chamadas “detenções administrativas” e a lei de assassinato dos presos palestinianos, e que pugne pela sua imediata libertação.
O CPPC insta igualmente o Governo português a condenar a política de ocupação, repressão e genocídio levada a cabo por Israel contra o povo palestiniano e a pugnar ativamente pela concretização do Estado da Palestina, livre, independente e soberano, com as fronteiras anteriores a Junho de 1967 e capital em Jerusalém Leste, e do direito de retorno dos refugiados palestinianos.
Exigindo o fim imediato do genocídio e da ocupação israelitas, o CPPC, neste dia 17 de Abril, reafirma a sua solidariedade com a luta do povo palestiniano e, particularmente, com os presos políticos palestinianos encarcerados nas masmorras israelitas, exigindo a sua libertação.
A Direção Nacional do CPPC
17 de Abril de 2026
