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O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) condena veementemente a criminosa agressão genocida de Israel contra o povo palestiniano, com a continuação dos ataques à Faixa de Gaza e na Cisjordânia, que aumentam o número de já centenas de milhar de mortos, feridos e deslocados palestinianos assassinados, incluindo muitas dezenas de milhares de crianças.
O CPPC condena também a ação terrorista de Israel, no dia 29 de abril, contra ativistas solidários com a Palestina, entre os quais 3 portugueses, que se encontravam a bordo de duas dezenas de embarcações que integravam uma nova Flotilha que transportava ajuda humanitária e que seguia em águas internacionais, a mais de 1000 quilómetros da Faixa de Gaza.
Trata-se de uma ação que constitui um ato de pirataria, em flagrante violação do direito internacional, a que acrescem as denúncias de violência e maus-tratos impostos pelas forças israelitas a ativistas e a prisão de dois deles em Israel, sem qualquer respaldo legal e que devem ser imediatamente libertados.
Para além de toda a brutalidade, ilegalidades e crimes sistematicamente perpetrados por Israel, o que sobressai desta nova ação criminosa é, mais uma vez, a impunidade de que goza Israel, que agride e ocupa ilegalmente territórios de diversos países e viola e desrespeita impunemente o direito internacional, incluindo diversos tratados, nomeadamente quanto às armas nucleares, que Israel é o único país do Médio Oriente que as possui.
Recorde-se que na Faixa de Gaza, ocupada e totalmente bloqueada pelas forças militares israelitas, não há praticamente infraestruturas ou serviços de saúde, pois foram destruídos pelos bombardeamentos israelitas, e não entra a necessária ajuda humanitária à população palestiniana, devido ao bloqueio de Israel.
O CPPC reclama do Governo português uma clara condenação desta ação ilegal e inaceitável de Israel, assim como a retirada de consequentes ilações quanto às relações entre Portugal e Israel e entre a União Europeia e Israel.
O CPPC exige o fim do genocídio e da ocupação, a entrada da urgente e necessária ajuda humanitária na Faixa de Gaza, o fim do bloqueio e a retirada total das forças israelitas daquele território palestiniano, fim dos colonatos, a libertação de todos os prisioneiros políticos palestinianos das masmorras israelitas, vítimas de todo o tipo de violências e arbitrariedades e ameaçados de execução. Só uma solução que garanta aos palestinianos os seus direitos nacionais, poderá garantir uma paz justa e duradoura na Palestina e no Médio Oriente.
Estas e outras exigências serão reafirmadas no próximo dia 14 de Maio, na sessão pública às 18h00, promovida pelo CPPC e pelo MPPM, na Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, e no dia 15 de Maio, no acto público promovido pela CGTP-IN, pelo CPPC, pelo MPPM e pelo Projecto Ruído, com lugar às 18h00 em Lisboa (na Praça Camões).
O CPPC apela à participação nestas ações, pelo fim do genocídio e da ocupação, pela concretização de um Estado da Palestina livre, independente e soberano, com as fronteiras anteriores a Junho de 1967 e capital em Jerusalém Leste, e do direito de retorno dos refugiados palestinianos, conforme as resoluções da ONU.
A direção nacional do CPPC
4 de maio de 2026