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O Conselho Mundial da Paz (CMP) expressa sua condenação veemente sobre os pesados exercícios militares recentes e em curso dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, denominados “Key Resolve” e “Eagle 16” em torno da Península Coreana, que colocam novos perigos à paz e à estabilidade na região, com o objetivo de aumentar a tensão através da pressão sobre a República Popular Democrática da Coreia (RPDC).

Os exercícios militares mencionados, com mais de 300 mil soldados da Coreia do Sul e 27 mil soldados do norte-americanos, um porta-aviões e navios de guerra com armamentos pesados, são dos exercícios militares de maior envergadura da história da região e acontecem no mesmo momento em que sanções são impostas pelo Conselho de Segurança da ONU (Resolução 2270) contra a RPD da Coreia.

Estas sanções não promovem a paz na área.

Os EUA e seus aliados na região nunca desistiram dos seus planos, que não excluem uma mudança violenta de regime em Pyongyang. Esses planos são parte da estratégia dos EUA de “Pivô para a Ásia” e constituem planos de guerra contra um país soberano.

O CMP apoiou historicamente a substituição do acordo de armistício entre os EUA e a RPD da Coreia por um genuíno acordo de paz, exigindo, ao mesmo tempo, a retirada de tropas dos EUA da Coreia do Sul. Defendemos o direito de cada paz e nação a se defender de ameaças e agressão estrangeiras.

O CMP apoia a abolição completa e total das Armas Nucleares e rejeita o privilégio do “Ataque Preventivo” reivindicado pelos EUA. Ao mesmo tempo em que lutamos contra as bombas atómicas e de hidrogénio, assim como contra todas as armas de destruição em massa, sublinhamos o fato de uma posição arbitrária e hipócrita dos EUA na região [ser sustentada] pelos únicos que já usaram bombas atómicas na história e que possuem milhares de ogivas nucleares até o presente.

Como Conselho Mundial da Paz, apoiamos a reunificação pacífica da Península da Coreia e expressamos nossa solidariedade ao povo coreano, pelo seu direito a determinar o seu destino, livre da ingerência e da hegemonia imperialistas.

Atenas, 9 de março de 2016