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Conselho Português para a Paz e Cooperação
Um percurso exaltante

Nas últimas quatro décadas, desde a formalização do CPPC, Portugal foi palco de numerosas e pujantes acções em defesa da paz, do desarmamento e da dissolução da NATO e em prol da solidariedade com os povos vítimas do colonialismo, da agressão e da ingerência externa e que lutam pela emancipação, soberania e progresso – em nome próprio ou integrando plataformas mais amplas, o CPPC foi seu principal obreiro.

Para a história ficam manifestações, vigílias, concentrações, conferências, debates, sessões, petições, murais, distribuições de documentos, exposições, publicações, concertos, entre muitas outras e diversificadas acções.

Pela importância das causas que as motivaram pela mobilização alcançada, referem-se: as acções do movimento da Paz em Portugal contra as agressões militares a povos e Estados soberanos protagonizadas pela NATO, EUA e restantes potências ocidentais, como a agressão ao povo da Coreia, nos anos 50, e quando o povo do Vietname, durante décadas, enfrentou e venceu o colonialismo francês e a agressão dos EUA.

O movimento da Paz em Portugal desenvolveu uma corajosa acção pelo fim da guerra colonial movida pelo fascismo português contra os povos de Angola, Moçambique e Guiné-Bissau e pelo direito à independência das antigas colónias portuguesas.

Nas últimas décadas, o CPPC e outras organizações do movimento da paz ergueram a voz em solidariedade com o povo de Timor-Leste na sua luta contra a ocupação Indonésia, contra as agressões aos povos de Angola, do Iraque, da Jugoslávia, do Afeganistão, da Líbia e da Síria, desvendando as suas reais motivações e defendendo o direito dos povos a decidirem soberanamente do seu destino. A solidariedade com o povo sul-africano na sua luta contra o regime do apartheid na África do Sul. A solidariedade com o povo palestiniano e a condenação da ocupação da Palestina e dos brutais crimes perpetrados por Israel contra o povo palestiniano e libanês. A solidariedade com a luta do povo do Saara Ocidental contra a ocupação do seu país pelo Reino de Marrocos. O apoio aos povos da América Latina, ao povo do Chile na sua luta contra a ditadura fascista de Pinochet, com o povo de Cuba na sua luta contra a ingerência e o bloqueio imposto pelos EUA, com o povo da Nicarágua face à ingerência e agressão dos EUA, com o povo do Brasil na sua luta contra a ditadura e em defesa da democracia, com o povo da Venezuela contra a ingerência dos EUA. Na memória ficam as grandes conferências mundiais de solidariedade com os povos da Palestina, da América Latina e dos povos africanos em luta contra o colonialismo e o apartheid. O CPPC expressou ainda a sua solidariedade com os refugiados denunciando as causas e os responsáveis por este flagelo, entre muitos outros e importantes exemplos.

Merecem destaque as marchas contra a instalação e trânsito de armas nucleares em Portugal, a instalação de novos misseis dos EUA na Europa e a exigência do desarmamento, realizadas nos anos 80, que mobilizaram centenas de milhares de pessoas. As Zonas Livres de Armas Nucleares que envolveram dezenas de autarquias de Norte a Sul do País. A dissolução da NATO que motivou igualmente grandes acções, de que a grande manifestação de Novembro de 2010 é exemplo maior.

Fiel à sua história e confiante na justeza dos seus princípios, o CPPC reafirma o seu compromisso de sempre: agir lado a lado com todos quantos, em Portugal e no mundo, intervêm com a aspiração e a convicção de que é possível um mundo justo, democrático, solidário e de Paz.