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Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) condena veementemente a agressão militar norte-americana nesta madrugada contra a República Bolivariana da Venezuela e o rapto do Presidente Nicolás Maduro e da sua esposa, Cília Flores.
Esta agressão é totalmente ilegal à luz do direito internacional e deve ser condenada inequivocamente. Não cabe aos EUA determinar as opções políticas e económicas de nenhum Estado.
O CPPC reclama do Governo português uma clara condenação da agressão militar dos EUA à Venezuela, em consonância com os princípios da Constituição da República Portuguesa, que preconiza o respeito pela soberania e os direitos dos povos e a eliminação de todas as formas de dominação nas relações entre Estados.
Os ataques militares dos EUA em Caracas e em várias regiões da Venezuela, seguem-se a meses de ameaças, roubo de petróleo, ataques a embarcações e assassinato das suas tripulações, que por sua vez se sucederam a anos de bloqueio económico, roubo de activos e promoção da ingerência e da violência no plano interno.
Como era evidente, o que os EUA pretendem é apoderar-se, de novo, dos imensos recursos naturais da Venezuela, país que tem as maiores reservas de petróleo do mundo. É isto, e não quaisquer falsas e hipócritas preocupações com a "democracia" ou o "narcotráfico", que move os EUA no que concerne à Venezuela e aos outros países da América Latina e Caraíbas.
A apresentação recente da «Estratégia de Segurança Nacional» dos EUA aponta precisamente para o domínio norte-americano da América Latina e Caraíbas, numa reedição da famigerada Doutrina Monroe.
Apelando à solidariedade com o povo venezuelano e com a numerosa comunidade portuguesa que ali vive e trabalha, o CPPC reafirma a defesa da paz, da soberania e dos direitos do povo venezuelano e dos outros povos da América Latina e Caraíbas.
O CPPC apela à participação no ação de protesto «Fim à agressão militar dos EUA contra a Venezuela», que se realizará no próximo dia 5 de Janeiro, Segunda-feira, às 18h00, na Avenida da Liberdade, junto à Estátua de Simón Bolívar, em Lisboa.
A Direção Nacional do CPPC
03-01-2026