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Comemora-se hoje o Dia Internacional da Paz, iniciativa lançada pelas Nações Unidas em 1981. Associando-se à comemoração deste dia, o Conselho Português para a Paz e Cooperação está ciente da sua importância e da absoluta necessidade de, no tempo em que vivemos, unir esforços e vontades para defender a Paz, intervir contra a guerra, a militarização das relações internacionais, a corrida aos armamentos, e pelo desarmamento, a dissolução dos blocos político-militares e relações internacionais baseadas na cooperação e na amizade entre os povos e no respeito pela soberania e independência dos Estados.

A luta pela Paz ganha hoje redobrada actualidade dada a multiplicação de ingerências, agressões e conflitos, que estão a provocar a morte, o sofrimento e a destruição em muitos pontos do mundo, incluindo o maior número de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial, na sua maioria provenientes precisamente dos países vítimas da guerra e agressão externas, como a Síria, o Iémen, a Líbia, o Iraque, o Afeganistão, a Ucrânia, a Palestina, entre outros.

 

Por isso, a defesa da Paz passa, por exemplo, pela união de todos aqueles que desejam um mundo de paz, cooperação, progresso e justiça social na rejeição dos exercícios militares que a NATO tem previstos para Outubro, envolvendo Portugal, fazendo deste um momento alto de exigência da dissolução da NATO, prevista, aliás, no artigo 7.º da Constituição da República Portuguesa.

Neste Dia Internacional da Paz, o CPPC não pode deixar de recordar o carácter agressivo da NATO, organização belicista que procura continuar o seu alargamento geográfico no Leste e Sudeste da Europa e que reforça os seus meios militares junto às fronteiras da Federação Rússia, com as perigosas consequências que poderão daí advir.

Também neste dia, e no ano em que se assinalam os 65 anos da criação do Conselho Mundial da Paz e do Apelo de Estocolmo – contra as armas nucleares – ganha grande importância a reafirmação daquela que é uma exigência central para a Paz no mundo: o fim das armas nucleares e de destruição massiva e o desarmamento geral, simultâneo e controlado, incluindo o fim das bases militares estrangeiras no mundo.

O CPPC sublinha no Dia Internacional da Paz a actualidade e premência dos princípios inscritos na Carta das Nações Unidas há 70 anos, que deviam nortear as relações internacionais, como a paz, a cooperação entre países e povos, o desarmamento, o respeito pela soberania e independência nacionais, valores reafirmados há 40 anos pelos signatários da Acta Final de Helsínquia.

Confiante na vontade e capacidade dos amantes da paz e dos povos de, em conjunto, travarem os ímpetos mais agressivos das potências que fomentam a guerra, o CPPC apela a todos os verdadeiros defensores da Paz para que nas acções que se realizarão durante o mês de Outubro expressem o seu repúdio pela NATO e contra os seus exercícios militares, para que levantem a voz pelo fim das guerras e que exijam do governo do País o estrito cumprimento da Constituição da República Portuguesa, que consagra o respeito pela soberania dos Estados, a solução pacífica dos conflitos internacionais, o fim do colonialismo e do imperialismo, o desarmamento e a dissolução dos blocos político-militares como caminho a seguir para um mundo em que a Paz, a solidariedade e a cooperação sejam mais do que palavras inscritas em tratados.

Pela Paz todos não somos demais.

Direcção Nacional do CPPC