Outras Notícias

Contra a Cimeira da NATO de Bruxelas de 2017

Desde a sua criação a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) tem sido um braço militar agressivo do imperialismo. É a maior e mais perigosa organização militar no mundo, profundamente ligada às políticas económica e externa tanto dos Estados Unidos como da União Europeia.

A NATO está a expandir-se no Leste da Europa, a reforçar a presença militar dos EUA na Europa e a multiplicar as suas «parcerias estratégicas» em todo o mundo.

A vasta rede de bases militares estrangeiras, as esquadras navais, os sistemas anti-míssil e de vigilância global que os EUA e os seus aliados da NATO espalharam pela Europa e por todo o mundo, são instrumentos da sua estratégia de dominação imperialista – os seus objectivos são hoje abertamente ofensivos e a sua área de intervenção belicista é todo o planeta.

Os EUA, a NATO e os seus aliados não cessam de aumentar as suas actividades militares e de expandir as suas bases desde o Mar Cáspio ao Ártico, cada vez mais próximo da Federação Russa, e na região da Ásia-Pacífico, cada vez mais próximo da China.

Os países membro da NATO, com destaque para os EUA, são responsáveis pela maioria das despesas militares no mundo e pela corrida a cada vez mais sofisticados armamentos, incluindo armas nucleares e a instalação do sistema anti-míssil, servindo os interesses do complexo militar-industrial.

Os EUA e a NATO pressionam os outros membros a aumentar os seus orçamentos militares, um objectivo reafirmado pela Administração Trump – que entretanto anunciou um aumento nas despesas militares dos EUA de 54 mil milhões de dólares – e já apoiado por todos os governos dos países europeus membro da NATO em Gales (Setembro de 2014) e em Varsóvia (Julho de 2016) utilizando o pretexto da chamada “guerra ao terrorismo” e da alegada “ameaça russa”, para promover uma ainda maior militarização da União Europeia e do seu intervencionismo belicista – como pilar europeu da NATO.

Enquanto na maioria dos países membro da NATO os direitos e rendimentos dos trabalhadores e dos povos são colocados em causa e prejudicados, parece nunca haver falta de financiamento para a corrida aos armamentos e para as guerras.

Enquanto se agrava a crise e os povos lutam pelos seus direitos, pelo desenvolvimento e pelo progresso, pela proteção do ambiente, pelo fim da pobreza e da fome e por um mundo justo, os EUA, a UE e a NATO continuam comprometidos com políticas militaristas de preparação para a guerra.

A NATO interveio directamente ou apoiou intervenções militares em países da Europa, do Médio Oriente, de África e da Ásia Central. A NATO bombardeou a Jugoslávia e é responsável pela desestabilização, violência e guerra que marcam hoje a realidade da Ucrânia, da Síria, do Iraque, da Líbia ou do Afeganistão. Em nenhum destes casos o objectivo ou o resultado foi a democracia ou a Paz – o único legado é o terror, a morte, a destruição, o caos e o aumento do domínio sobre os recursos e lucros por grandes empresas dos países membro da NATO. A chamada “guerra ao terrorismo” da NATO apenas levou a mais terrorismo.

As guerras da NATO são responsáveis pelo drama de milhões de deslocados e de refugiados.

As acções belicistas dos EUA, NATO e UE alimentam uma escalada de tensões, desestabilização e agressão com o perigo real de uma guerra generalizada que significaria a destruição da humanidade.

A NATO é inimiga da Paz e dos povos.

Mas a guerra não é inevitável! As forças da Paz, os povos têm uma palavra a dizer!

Apelamos a todas as organizações e activistas na Europa defensores da causa da Paz – causa que é inseparável da luta contra as origens da guerra –, a promoverem acções contra a NATO, pela dissolução deste bloco político-militar e em prol da luta de cada povo em cada Estado membro da NATO pela desvinculação desta organização militar.

Reafirmando e continuando a Campanha do CMP “Sim à Paz! Não à NATO”, colocando os governos dos países membro da NATO perante as suas responsabilidades, desenvolveremos actividades contra a NATO e contra a sua Cimeira em Bruxelas e apelamos à mobilização e realização de iniciativas em cada país, exigindo:

- Não ao aumento das despesas militares para a guerra, o dinheiro deve ser utilizado para o progresso social e a Paz;

- A retirada de todas as forças da NATO envolvidas em agressões e ocupações militares;

- O fim da chantagem, desestabilização e das guerras de agressão contra Estados soberanos e os povos;

- O apoio aos refugiados, vitimas das guerras que a NATO promove e apoia;

- O encerramento das bases militares em território estrangeiro e o desmantelamento do sistema anti-míssil dos EUA e NATO;

- A abolição das armas nucleares e das armas de destruição massiva e o desarmamento geral;

- A oposição ao alargamento da NATO, nomeadamente aos países nórdicos, aos Balcãs, ao Leste da Europa e a Chipre;

- A dissolução da NATO;

- O respeito pelos princípios da Carta das Nações Unidas, pela soberania e igualdade de povos e Estados.
Sim à Paz! Não à NATO!

As Organizações da Europa Membro do Conselho Mundial da Paz
Março 2017