Outras Notícias

sim a paz nao a nato 7 20180704 1036382682

Portugal é membro da NATO desde a sua fundação, em 1949, e participa regularmente nas suas missões. Actualmente militares portugueses integram contingentes da NATO no Afeganistão, Kosovo e Mali e no Mediterrâneo e Báltico. No País encontram-se instalações da NATO – como o Quartel-general das forças navais de ataque e apoio da NATO ou o Centro de Análise Conjunta e de Lições Aprendidas da NATO.

Os sucessivos governos portugueses têm estado sempre comprometidos com o alargamento geográfico e o reforço do carácter belicista da chamada 'aliança atlântica'.

Esta postura é justificada com os 'compromissos internacionais' do País, compromissos com que esses mesmos governos se comprometeram ao longo dos anos – embora nada os obrigasse a isso.

Tratam-se de 'compromissos' que, na prática, representam a subordinação de Portugal a estratégias e lógicas que nada têm a ver com os reais interesses do País e do povo português – de que é exemplo a participação de forças portuguesas em acções e guerras de agressão da NATO contra outros países e povos.

Se compromissos existem é perante o povo português, com o seu desejo de paz, e a Constituição da República Portuguesa, que preconiza no seu artigo 7.º a dissolução dos blocos político-militares, o desarmamento geral, simultâneo e controlado, o respeito pela soberania dos Estados e a solução pacífica dos conflitos – cumprir a Constituição é uma obrigação e compromisso do Estado perante o povo português.